Uma mulher amante de histórias: entrevista com Sandra Freitas

A arte de contar histórias nasceu com a sociedade. Antes desta era, em que as pessoas encontram prazer de se comunicar por meio de aparelhos tecnológicos, um dos grandes lazeres era se juntar com um grupo de conhecidos e trocar causos. Na verdade, a troca de histórias pela oralidade sempre esteve presente na sociedade, inclusive hoje. É uma ação humana que conecta pessoas e culturas.

A contação de histórias é muito importante e benéfica, principalmente, para as crianças. De acordo com a Fundação Abrinc, ela ajuda na formação da identidade do pequeno, além de ser uma maneira de entretenimento saudável e um estímulo para a literatura e pela vontade de aprender.

Sandra Freitas, contadora de histórias

Entrando nesse mundo, o Livros de Açúcar fez uma entrevista com Sandra Freitas, que exerce o ofício de contar histórias e muda a vida de pessoas.

A contadora de histórias Sandra Freitas é uma capixaba cheia de planos literários para a sociedade. Seu discurso animado e expressivo é inspirador e encanta até aqueles que não são acostumados com o mundo mágico da contação. Formada em Artes Plásticas e Pedagogia, e com pós-graduação em Educação Ambiental, ela exerce o ofício de contar histórias há vários anos.

O amor por essa arte é antigo. Desde pequena teve um vínculo com a contação de histórias, tendo grande influência do pai durante a infância. Quando ele voltava de viagens e se reunia com os amigos, uma das ações costumeiras era contar causos ao redor da fogueira. Naquela época, a oralidade era uma diversão.

Sandra, que possui muitos anos de Magistério, utilizava a arte de contar histórias como um recurso nas aulas. O hábito começou quando ela se viu responsável por duas turmas que haviam se unido devido a reformas na escola para a qual ela trabalhava. O resultado daquela junção foi o encontro de sessenta e duas crianças inquietas do 6º ano. A solução para Sandra foi utilizar o artifício de um apito para chamar a atenção dos alunos. Em seguida, fez o que o pai costumava fazer todas as vezes que voltava de viagem.

“Peguei meu apito e dei uma apitada bem forte. No momento em que fiz isso, as crianças ficaram surpresas e passaram a olhar para mim. Resolvi contar uma história que eu acreditava ser bonita, que me lembrava da minha infância. Comecei: ‘era uma vez um menino chamado João Bobo…’. Minutos depois vieram o diretor, o coordenador e a pedagoga, e abriram a porta assustados. Achei surpreendente o fato de eu conseguir ouvir os meus passos e ver as crianças com os olhinhos vidrados no que eu falava. Todas as vezes que eu ia dar aula, aqueles alunos me esperavam na porta e perguntavam ‘tia, qual é a história de hoje?’ Naquele momento, pensei: descobri a mágica”.

Depois de perceber que contar causos e histórias era uma forma de ganhar a atenção dos estudantes, a professora investiu ainda mais naquele universo. O primeiro curso que fez foi com Fabiano Moraes, um grande contador de histórias do Espírito Santo. Sandra disse ter se sentido encantada pelo mundo apresentado por Moraes e que por meio da arte dele, pensou: ‘‘gente, é isso o que eu quero fazer!’’.

Confira a matéria abaixo sobre a Roda de Histórias Capixaba de 2018, evento organizado pela nossa entrevistada que reuniu contadores do Espírito Santo:

Bagagem

Para a contadora, manter o hábito de estudar é muito importante. “Penso que não se pode parar, estagnar. Você sempre deve buscar meios de melhorar no oficio que gosta”. Atualmente, Sandra dá workshops àqueles que querem entrar no universo o qual ela exerce. Quando se apresenta, atua em locais diversos — principalmente em escolas — e alegou ficar contente com cada convite que recebe.

Para a contadora, manter o hábito de estudar é muito importante. “Penso que não se pode parar, estagnar. Você sempre deve buscar meios de melhorar no oficio que gosta”. Atualmente, Sandra dá workshops àqueles que querem entrar no universo o qual ela exerce. Ela também ministra palestras e faz Storytelling. Quando se apresenta, atua em locais diversos — principalmente em escolas — e alegou ficar contente com cada convite que recebe.

Ao longo dos anos, Sandra deu vida a vários projetos voltados para a literatura, como por exemplo, A Feira da Gentileza, que reúne pessoas no bairro para incentivar a gentileza e dá espaço para a realização de várias apresentações artísticas; o Movimento da Poesia Capixaba (Mopoca), que trabalha com adolescentes por meio da poesia musicada; a Roda de Histórias Capixaba, a qual contadores de histórias de municípios diferentes se reúnem e apresentam para um mesmo público.

Além de tantos planos voltados para a arte e literatura, a contadora tem o objetivo de publicar os próprios livros de histórias infantis. Ela está presente no Youtube com vídeos que abordam o tema de contação de histórias, e também, no Instagram e Facebook.

Escrito por

Sou Daniela Esperandio Dias, uma capixaba de 21 anos que tem coluna de uma senhora de 70. Curso jornalismo e estou na luta para aprender francês. Amo ler e escrever, e tenho um caso sério com o chocolate.

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