Falência da Saraiva, e agora?

No dia 13 de janeiro foi divulgado nas redes sociais o despejo de uma franquia da Saraiva do centro comercial carioca NewYorkCityCenter. A empresa está sofrendo economicamente e acumula aluguéis atrasados e outras despesas em um valor de R$605 milhões. Não é de agora que ela passa por esse sufoco financeiro, pois desde de setembro de 2019 a Saraiva está em recuperação judicial, e no outubro passado, vinte lojas ao redor do Brasil foram fechadas, o que consequentemente resultou na demissão de várias pessoas.

Em novembro de 2019, porém, a Saraiva teve um prejuízo menor do que o mesmo período no ano de 2018, em uma porcentagem de 54% a menos. Mesmo com esse resultado, a situação da livraria é trágica. Na semana passada, Luis Mario Bilenky foi selecionado para ser o novo CEO da rede, prometendo mudar o jogo. Em uma nota postada no site oficial, a Saraiva afirmou que busca por melhorias:

Com a reestruturação das lideranças – CEO e Conselho de Administração, a Saraiva dá início a um novo momento em sua história, fortalecendo e aprimorando sua Governança Corporativa. Acreditamos que os membros do Conselho de Administração da Companhia eleitos recentemente e o novo CEO da Saraiva contratado hoje possuem plena capacidade para promover a reestruturação das operações e a recuperação dos resultados econômicos necessários à perenidade dos negócios da Saraiva“.

– Equipe Saraiva, 13/01/2020

O problema

Os motivos que levaram a Saraiva à essa situação econômica foram discutidos na rede social Twitter. Tanto influenciadores digitais quanto leitores se pronunciaram e conversaram sobre o que pode ter sido a razão dos números financeiros negativos da livraria.

Enquanto algumas pessoas culparam o povo brasileiro por não comprar livros suficientemente, outras apontaram o problema diretamente para a gestão. Um dos pontos bastante discutidos foi levado para o preço alto dos livros, o que consequentemente atrai menos consumidores.

Qual seria o verdadeiro problema? Estaria a empresa estagnada em relação ao mercado atual, sem atualizar as técnicas de venda necessárias? Será o preço alto dos livros, a falta de leitura na vida do brasileiro?Independentemente da razão, é fato de que muitas pessoas sairão prejudicadas caso a Saraiva perca a luta.

Escrito por

Sou Daniela Esperandio Dias, uma capixaba de 21 anos que tem coluna de uma senhora de 70. Curso jornalismo e estou na luta para aprender francês. Amo ler e escrever, e tenho um caso sério com o chocolate.

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