Resenha: Os Noivos do Inverno – Christelle Dabos

OBSERVAÇÃO: ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS (não é nada escrachado, porém, está avisado).

NOTA: 🍭🍭🍭🍭🍭

Os Noivos do Inverno é, sem dúvidas, um livro possui grande cuidado com a construção de mundo. A história da trama é boa, mas o ponto alto é o universo que Dabos colocou no papel. Os lugares, as maneiras, os costumes… Tudo é novo e bem escrito. É possível se ver no Polo, o local principal em que a trama se desenrola.

“Ele não tinha o direito”

SINOPSE: ” Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre.”

O que faz a história se desenrolar é o noivado entre Ophélie e Thorn, duas pessoas completamente diferentes, de arcas e costumes distintos. O que eles têm em comum é a pouca vontade de conversar, os dois são muito quietos e pensativos. E nenhum deles quer o casamento.

Não, não é um clichê em que ambos ficam discutindo o livro inteiro para no final ficar tudo bem. É muito mais do que isso. O casamento deles é algo cheio de interesses por parte da família de Thorn, e é simplesmente uma união boba por parte da família de Ophélie. Ao ir para o Polo, arca e local de nascimento de Thorn, ela entende que o matrimônio é além da união entre os dois. Ela também entende que os interesses por trás disso são perigosos e envolvem o espírito familiar Farouk – Cada arca possui um espírito familiar, que é como se fosse o ancião e pai/mãe de todos. Eles são as figuras mais importantes e respeitadas de cada arca.

A escrita de Christelle Dabos é incrível, e a imaginação dessa mulher me levou para um universo de fantasia pura, em que objetos têm sentimentos e o mundo foi dividido em pedaços. É uma história diferente de tudo o que eu já li. Os personagens também são distintos, assim como os plot twists.

PERSONAGENS

Ophélie é uma jovem muito quieta. Ela fala baixo e tem diversos pensamentos enquanto observa a todos. A moça tem o dom de ler objetos, ou seja, ela consegue ver o que aconteceu antes com determinado objeto:quem o tocou, qual é a história dele, por onde ele passou. Ophélie não queria se casar e foi infeliz ao Polo. Ela tem um cachecol vivo que é bastante sentimental, e que vive grudado nela. Um dos maiores apoios que tem é a tia Rosaline, que a acompanhou durante a viajem e deve ficar junto dela até o casamento. Rosaline é super protetora em relação á Ophélie, e os laços delas é adorável.

Thorn é um profissional importante do Polo, porém, é odiado por todos, e até mesmo pela própria família. A única pessoa que salva a vida infeliz e ignorada dele é sua tia Berenilde, uma mulher cheia de desejos, que vive para as aparências e que é altamente vigiada pela corte. Quando vai buscar Ophélie na arca de nascença dela, Anima, já se mostra um grosseirão e descontente com a ideia de se casar com a jovem. Ele vive com um relógio de bolso na mão, contando as horas e sempre fica com o rosto carrancudo.

Obs: Thorn é duas cabeças maior que Ophélie. Só por curiosidade mesmo.

AO LER OS NOIVOS DO INVERNO, VOCÊ ENCONTRARÁ:

  • Construção de mundo INCRÍVEL;
  • Personagens complexos;
  • Plot Twists absurdos;
  • Muita fantasia;

Os Noivos do Inverno é um livro perfeito para quem gosta de fantasia, isso é algo que precisa ficar claro aqui. Os leitores têm a oportunidade de conhecer um universo muito diferente e cheio de trapaças, além de acompanhar o trajeto de uma personagem que se mostra frágil no começo mas que demonstra bastante bravura ao decorrer das páginas.

“Ele não tinha o direito de se apaixonar por ela”

O romance é algo muito difícil na obra. Ele não é tratado como sentimento, e sim, como um acordo de mal agrado. Porém, acredito que Ophélie e Thorn se encaixam naqueles casais que se desenvolvem em um slow burning romance, o que é ótimo! O livro se preocupa, nesse primeiro momento, em apresentar aos leitores os personagens de uma forma mais profunda antes de os colocar em um relacionamento.A continuação dessa história incrível se chama Desaparecidos Em Luz da Lua, e já está disponível.

Escrito por

Sou Daniela Esperandio Dias, uma capixaba de 19 anos que tem coluna de uma senhora de 70. Curso jornalismo e estou na luta para aprender francês. Amo ler e escrever, e tenho um caso sério com o chocolate.

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