Resenha: Menina Veneno – Carina Rissi

”Falo o que a maioria das pessoas pensa, mas tem medo de dizer para não ofender, magoar, e essas bobagens todas do politicamente correto. Não posso ser condenada por ser honesta.”

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RESUMO:

”Você conhece a história uma princesa que sofreu inúmeras tentativas de assassinato por sua madrasta, uma delas com uma maçã envenenada. O bem contra o mal, a indefesa donzela ameaçada pela perversa Rainha… Francamente, me embrulha o estômago só de falar dessa história da carochinha. Eu não sou uma bruxa, não sou má e eu nunca planejei matar ninguém. Por anos, fui a maior modelo do planeta, o nome mais poderoso do mundo da moda. Até o dia em que a insossa da minha enteada, Bianca, roubou a minha maior campanha. Dá pra acreditar? Ela é tão sonsa e avoada que me dá vontade de voar no pescoço dela. Eu sei, parece mesmo que eu fiz tudo o que me acusam de ter feito. Mas não foi bem assim. Depois de me ouvir, me diga se acha mesmo que mereço o título de Rainha Má. Talvez só Rainha seja muito melhor.”

A obra de Carina Rissi me deixou com dois lados pendendo, cada um para um polo diferente. Não é um livro que eu, Daniela de 19 anos, leria novamente. Porém, seria um livro que a Daniela de 14, 15 anos teria amado! Então é impossível eu ser 100% concreta aqui.

Quero dizer que talvez (muitos com certezas) esse livro tenha como alvo um público de leitores mais jovens, e por isso é difícil eu sair falando sobre os pontos que não gostei, pois como eu disse, a Daniela de 14 anos teria ficado louca com a história de Malvina.

A trama tem grandes referências e notável inspiração em Branca de Neve, só que do ponto de vista da Madrasta, Rainha Má – que no caso, é Malvina.

”Honestamente, eu pareço ser do tipo ”fofa”? Linda. Inteligente. Racional. Estonteante. Obstinada. Esses são alguns adjetivos que me caem bem. Fofa? Nem mesmo minha mãe — se eu soubesse quem ela é — ousaria me enquadrar nessa categoria. ”

Um dos pontos positivíssimos da leitura é a quebra dos clichês, confessados clichês. A personagem Malvina, a qual narra em primeira pessoa, conversa diretamente com o leitor, como se estivesse bastante próxima. Amei muito isso.

”Ela não é a mulher mais linda e perfeita que você já viu na vida?

Eu concordo. E tenho a grata satisfação de vê-la todos os dias, quando me olho no espelho.”

Amei também o fato de Malvina ser irônica e sarcástica e nem um pouco humilde. Ela é maravilhosa! Obviamente que é uma figura estereotipada de perua, mas ficou divertido de ler. Quando um clichê chegava todo mole e pronto para me fazer bufar, Malvina cortava o clima de forma engraçada. É sério, essa é para mim, a melhor parte de Menina Veneno.

Os outros personagens não me chamaram a atenção. Nem Bianca, nem Abel… Malvina que contava a história, então era muito difícil me apegar por aqueles que ela não gostava. Ou gostava. É.

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Escrito por

Sou Daniela Esperandio Dias, uma capixaba de 19 anos que tem coluna de uma senhora de 70. Curso jornalismo e estou na luta para aprender francês. Amo ler e escrever, e tenho um caso sério com o chocolate.

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