Resenha: “Batman – Criaturas da Noite” – Marie Lu

‘’— Que fofo — murmurou ela. — Traga flores da próxima vez. Não entende nada de sedução?

— Você está de sacanagem comigo.

Madeleine escancarou um sorriso.

— Ai, bem que eu queria.’’

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Nota: 🍭🍭🍭🍭🍭

Ps: CONTÉM SPOILERS.

Primeiramente, o que tenho a dizer sobre o livro: a maravilhosa Marie Lu foi quem o escreveu, então é óbvio que seria ótimo. Eu sou uma grande fã dessa escritora pois seus personagens sempre têm personalidades distintas e suas histórias são contadas de forma clara e criativa. Com a obra Batman – Criaturas da Noite, não foi diferente.

Quero deixar bem claro que eu não sei nadica de nada sobre o Batman, e nem do universo da DC e Marvel e eteceteras. Resolvi ler tal livro por conta da autora. Ponto. Então, tudo o que vou considerar nesta resenha é de acordo com o livro da Marie Lu, e não com o famoso Bruce Wayne dos quadrinhos e filmes e eteceteras.

Para você ter uma ideia, antes de ler o livro eu nem sabia que o Batman se chamava Bruce Wayne. Para mim era só Batman, oras.

SINOPSE:

‘’As criaturas da noite estão caçando a elite de Gotham. Bruce Wayne é o seu novo alvo.

Bruce Wayne está prestes a completar 18 anos e herdar a fortuna de sua família, além do controle das indústrias Wayne. No entanto, no dia do seu aniversário, ele faz uma escolha impulsiva e é condenado a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham, uma mescla de prisão e hospital psiquiátrico onde estão detidos os criminosos mais desequilibrados da cidade.

Lá ele conhece Madeleine, integrante das Criaturas da Noite, um grupo radical que deseja acabar com a elite de Gotham. Até então, a moça se recusava a confessar seus crimes ou informar à polícia os futuros ataques que planejavam, mas ela resolve se abrir para Bruce Wayne, dando início a um perigoso jogo de sedução e inteligência.

Será que o jovem Wayne vai conseguir convencê-la a revelar todos os seus segredos ou ela está apenas manipulando-o para arruinar Gotham? Enquanto o golpe final das Criaturas da Noite se aproxima, Bruce percebe que não é tão diferente de Madeleine. E, mesmo longe de se tornar o Cavaleiro das Trevas, precisará provar que está preparado para deter uma das maiores ameaças que Gotham já presenciou.’’


No geral: a história é bastante clara e empolgante. A escrita é simples e possui impacto em umas partes fortes. A obra possui ação, aventura e romance (que eu amei!)

Como falei no início, Marie Lu conta histórias de forma clara e criativa, e seus personagens são bastante icônicos. Falo isso baseado na triologia Legend (Day e June, coisas fofas) e em Jovens de Elite (Adelina, maravilhosíssima). Neste livro, Bruce Wayne se destacou, assim como Madeleine Wallace. Eles eram jovens, inteligentes, sofredores. Eram parecidos.

Gostei da interação entre os dois. Achei convincente, e não muito forçada como é o costume de livros voltados para o público teen. Os diálogos entre eles não eram enrolados, e sim, muito estimuladores para saber aonde que aquele vínculo os levaria.

Bruce é um camarada rico, jovem e bonito. Clichê, eu sei. Porém, tais características não são usadas a favor dele, o que gostei muito — afinal, neste livro, os ricaços que são os alvos de bandidos. Bruce nem arrogante é, o que achei meio torto — o considerei bonzinho demais, sabe? (ps: mas gostei muito de Wayne)

Madeleine Wallace é bem esquisita, em um primeiro momento. Mas com as páginas você a descobre melhor e adquire empatia por ela (talvez, depende). A achei muito parecida com June, ao ser tão superdotada e nerd e forte. Gostei muito dela.

Os outros personagens também são bem escritos. Obviamente não tiveram tanto espaço para terem suas histórias expostas, mas as características entregues já os montou bem.


O que não gostei: a questão do clichê – protagonista bonzinho e inteligentíssimo e bastante responsável. São características repetitivos, além de fugir um pouco do real, não que eu não goste – sério, eu queria um Bruce Wayne em minha vida —, só que não existe. Mas como é um livro, história fictícia, acho que posso abrir uma brecha, não é?


‘’Ainda assim, em algum lugar de seu inconsciente, ele sentia Madeleine ali. Morria de medo dela, e ao mesmo tempo estava louco para tê-las nos braços.’’

Romance: ele foi, sem dúvidas alguma, bastante importante para a obra. Deixou tudo mais leve e caloroso. É sério. Os diálogos entre Madeleine e Bruce foram ótimos!

E só para finalizar, deixo umas palavras que me deixaram tristíssima (ps: SPOILER SUPREMO): x ‘’Não havia motivo algum para chorar, pensou Bruce enquanto fugia. Madeleine havia sido uma criminosa, ladra, fugitiva e mentirosa. Ele repetiu aquilo para si mesmo incontáveis vezes. Mesmo assim, ele chorou.’’

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Escrito por

Sou Daniela Esperandio Dias, uma capixaba de 19 anos que tem coluna de uma senhora de 70. Curso jornalismo e estou na luta para aprender francês. Amo ler e escrever, e tenho um caso sério com o chocolate.

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